2 “Ah! Se a minha queixa, de fato, pudesse ser pesada, e contra ela, numa balança, se pusesse a minha miséria, content_copy open_in_new
3 esta, na verdade, pesaria mais que a areia dos mares. Por isso é que as minhas palavras foram precipitadas. content_copy open_in_new
4 Porque as flechas do Todo-Poderoso estão cravadas em mim, e o meu espírito sorve o veneno delas; os terrores de Deus se armam contra mim. content_copy open_in_new
5 Será que o jumento selvagem zurra quando está junto à relva? Ou será que o boi berra junto ao seu pasto? content_copy open_in_new
7 Aquilo que a minha alma recusava tocar, isso é agora a minha comida repugnante.” content_copy open_in_new
8 “Quem dera que se cumprisse o meu pedido, e que Deus me concedesse o que desejo! content_copy open_in_new
9 Que fosse do agrado de Deus esmagar-me, que soltasse a sua mão e acabasse comigo! content_copy open_in_new
10 Isto ainda seria a minha consolação, e eu saltaria de contente na minha dor, que é implacável; porque não tenho negado as palavras do Santo. content_copy open_in_new
11 Por que esperar, se já não tenho forças? Por que prolongar a vida, se o meu fim é certo? content_copy open_in_new
12 Por acaso a minha força é a força da pedra? Ou é de bronze a minha carne? content_copy open_in_new
13 Não encontro socorro em mim mesmo; foram afastados de mim os meus recursos.” content_copy open_in_new
14 “Ao aflito deve o amigo mostrar compaixão, mesmo ao que abandonou o temor do Todo-Poderoso. content_copy open_in_new
15 Meus irmãos me enganaram; são como um ribeiro, como a torrente que transborda no vale, content_copy open_in_new
17 torrente que seca quando o tempo aquece, e que no calor desaparece do seu lugar. content_copy open_in_new
18 As caravanas se desviam dos seus caminhos, sobem para lugares desolados e perecem. content_copy open_in_new
19 As caravanas de Temá procuram essa torrente, os viajantes de Sabá por ela suspiram. content_copy open_in_new
20 Ficam envergonhados por terem confiado; quando chegam ali, ficam decepcionados. content_copy open_in_new
21 Assim também vocês não me ajudaram em nada; veem os meus males e ficam com medo. content_copy open_in_new
22 Por acaso pedi que me dessem recompensa? Ou que da riqueza de vocês me trouxessem algum presente? content_copy open_in_new
23 Será que pedi que me livrassem do poder do opressor? Ou que me resgatassem das mãos dos tiranos?” content_copy open_in_new
25 Como são persuasivas as palavras retas! Mas o que é que a repreensão de vocês repreende? content_copy open_in_new
26 Por acaso vocês pensam em reprovar as minhas palavras, ditas por um desesperado ao vento? content_copy open_in_new
27 Até sobre um órfão vocês lançariam sortes e seriam capazes de vender um amigo! content_copy open_in_new
28 Agora, pois, tenham a bondade de olhar para mim e vejam que não estou mentindo na cara de vocês. content_copy open_in_new
29 Por favor, mudem de parecer, e que não haja injustiça; mudem de parecer, e a justiça da minha causa triunfará. content_copy open_in_new
30 Há iniquidade em meus lábios? Será que a minha boca não consegue discernir coisas perniciosas?” content_copy open_in_new