1 “Estou cansado de viver. Darei livre curso à minha queixa, falarei na amargura da minha alma. content_copy open_in_new
3 Será que tens prazer em me oprimir, em rejeitar a obra das tuas mãos e em favorecer o conselho dos ímpios? content_copy open_in_new
5 São os teus dias como os dias de um mortal? Ou são os teus anos como os anos de um ser humano, content_copy open_in_new
7 Bem sabes que eu não sou culpado; todavia, não há ninguém que possa me livrar da tua mão.” content_copy open_in_new
8 “As tuas mãos me plasmaram e me fizeram, porém, agora, queres destruir-me. content_copy open_in_new
9 Lembra-te de que me formaste como em barro. E, agora, queres reduzir-me a pó? content_copy open_in_new
13 Mas ocultaste estas coisas no teu coração; e agora sei que este era o teu plano. content_copy open_in_new
15 Se for iníquo, ai de mim! E, se for justo, não ouso levantar a cabeça, pois estou envergonhado e olho para a minha miséria. content_copy open_in_new
16 Porque, se levanto a cabeça, tu me caças como um leão feroz e de novo revelas o teu poder maravilhoso contra mim. content_copy open_in_new
17 Renovas contra mim as tuas testemunhas e multiplicas contra mim a tua ira; males e lutas se sucedem contra mim.” content_copy open_in_new
18 “Por que me tiraste do ventre de minha mãe? Eu deveria ter morrido antes que um olho me visse! content_copy open_in_new
19 Teria sido como alguém que nunca existiu e já do ventre teria sido levado à sepultura. content_copy open_in_new
20 Não são poucos os meus dias? Cessa, pois, e deixa-me em paz, para que por um pouco eu tome alento, content_copy open_in_new
21 antes que eu vá para o lugar do qual não voltarei, para a terra das trevas e da sombra da morte, content_copy open_in_new
22 terra de escuridão, de trevas profundas, terra da sombra da morte e do caos, onde a própria luz é como a escuridão.” content_copy open_in_new