1 “Mas agora zombam de mim os que têm menos idade do que eu, cujos pais eu não teria aceito nem para colocar ao lado dos cães do meu rebanho. content_copy open_in_new
2 De que também me serviria a força de suas mãos, se eles são homens cujo vigor já desapareceu? content_copy open_in_new
3 Enfraqueceram de tanto passar fome e necessidade; roem a terra seca, desde muito em ruínas e desolada. content_copy open_in_new
5 São expulsos do meio das pessoas; grita-se contra eles, como se grita atrás de um ladrão. content_copy open_in_new
6 Têm de morar nos desfiladeiros sombrios, nas cavernas da terra e das rochas. content_copy open_in_new
9 “Mas agora sou a canção de deboche dessa gente; sirvo de provérbio no meio deles. content_copy open_in_new
10 Eles me detestam, fogem para longe de mim e não têm receio de me cuspir no rosto. content_copy open_in_new
11 Deus afrouxou a corda do meu arco e me oprimiu; por isso, sacudiram de si o freio diante de mim. content_copy open_in_new
12 À minha direita se levanta um bando e me empurra, e contra mim prepara o seu caminho de destruição. content_copy open_in_new
13 Arruínam o meu caminho; promovem a minha destruição sem a ajuda de ninguém. content_copy open_in_new
14 Vêm contra mim como por uma grande brecha e se revolvem avante no meio das ruínas. content_copy open_in_new
15 Sobrevieram-me pavores; a minha honra é como que varrida pelo vento; como nuvem passou a minha felicidade.” content_copy open_in_new
16 “Agora a minha alma se derrama dentro de mim; os dias da aflição se apoderam de mim. content_copy open_in_new
18 Pela grande violência do meu mal está desfigurada a minha roupa; este mal me envolve como a gola da minha túnica. content_copy open_in_new
20 “Clamo a ti, ó Deus, e não me respondes; estou em pé, mas apenas olhas para mim. content_copy open_in_new
22 Tu me levantas sobre o vento e me fazes cavalgá-lo; no estrondo da tempestade me jogas de um lado para outro. content_copy open_in_new
24 “Não é fato que de um montão de ruínas um homem estenderá a sua mão? E, na sua desventura, não levantará um grito por socorro? content_copy open_in_new
25 Por acaso, não chorei por aquele que atravessava dias difíceis? Não se angustiou a minha alma pelo necessitado? content_copy open_in_new
26 Quando eu esperava o bem, eis que me veio o mal; esperava a luz, e veio a escuridão.” content_copy open_in_new
28 Tenho a pele queimada, mas não pelo sol; levanto-me na congregação e clamo por socorro. content_copy open_in_new
31 Por isso, a minha harpa é usada para fazer lamentações, e a minha flauta, para acompanhar os que choram.” content_copy open_in_new